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Maior grupo siderúrgico do mundo, a ArcelorMittal informou nesta quarta-feira que se prepara para reduzir ainda mais a produção de aços planos na Europa, diante da fraqueza da demanda e da oferta elevada de produto importado no mercado local. Esse é o segundo anúncio dessa natureza do grupo em pouco mais de 20 dias.

No dia 6 de maio, a ArcelorMittal já havia informado o plano de suspender as operações na usina de Cracóvia, na Polônia, e reduzir o volume produzido em Astúrias, na Espanha. Com essas medidas, a produção de aços planos seria cortada em 3 milhões de toneladas.

“Além do anúncio feito em 6 de maio, a ArcelorMittal anuncia hoje a decisão de adotar medidas adicionais para ajustar seus níveis de produção na Europa para alinhar ainda mais a produção à demanda atual. A empresa continua a ser impactada pela fraca demanda e altos níveis de importação na Europa”, informou em comunicado.

Polir a chapa de aço inox é importante para preservar o material.
Polir a chapa de aço inox é importante para preservar o material.

Desta vez, a siderúrgica vai cortar a produção primária de aço em Dunkirk, na França, e em Eisenhüttenstadt, na Alemanha. Além disso, no quarto trimestre, a ArcelorMittal vai prolongar paradas para manutenção na usina de Bremen, na Alemanha, e no alto-forno de Astúrias, na Espanha.

“Mais uma vez essa é uma decisão difícil, mas diante do nível de fraqueza do mercado, avaliamos que é prudente. Essa é uma medida temporária e será revertida quando as condições do mercado melhorarem”, disse o executivo-chefe de Aços Planos da ArcelorMittal Europa, Geert van Poelvoorde.

Fonte: ArcelorMittal reduzirá novamente produção de aço na Europa

Como diferenciar chapa expandida e perfurada?
Como diferenciar chapa expandida e perfurada?

Brasília – O governo brasileiro comemorou a decisão do governo da Turquia de encerrar investigação de salvaguardas sobre produtos de aço sem impor medidas definitivas, que poderiam levar à aplicação de sobretaxas ao insumo brasileiro.

Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores e da Economia disseram que o governo buscou demonstrar, durante o processo, que não havia justificativa para taxas adicionais na importação do aço brasileiro.

Entenda as diferenças entre chapas de aço laminadas a frio e laminadas a quente
Relação econômica e comercial entre Brasil e Turquia melhorou com a decisão.

“Trata-se de resultado importante para a relação econômico-comercial entre Brasil e Turquia, uma vez que a decisão envolve setor de grande relevância para ambos os países. Em 2016 e 2017, por exemplo, as exportações brasileiras de produtos de aço para aquele país alcançaram a média de 400 mil toneladas/ano”, informou a nota.

Fonte: Governo comemora decisão da Turquia de encerrar investigação sobre aço

A rede de distribuição pisou no freio e diminuiu as compras feitas nas siderúrgicas no mês de abril, conforme levantamento mensal realizado pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). No mês passado, distribuidores compraram 226,3 mil toneladas de aço das usinas, um recuo de 14,2% em relação ao observado no mesmo período do ano anterior.

Na comparação mensal, a queda foi de 17,2%. Esse dado considera os volumes de chapas grossas, laminados a quente, laminados a frio, chapas zincadas a quente, chapas eletro-galvanizadas, chapas pré-pintadas e galvalume.

Segundo o presidente da entidade, Carlos Loureiro, a rede segurou as compras no mês passado por conta do aumento de preços anunciados pelas siderúrgicas. “Houve receio por parte da distribuição de comprar aço e as usinas voltarem atrás no aumento e, com isso, elas ficarem com estoques com preços mais altos”, disse.

No entanto, os ajustes de preços de abril, entre 10% e 15%, foram implementados com sucesso, disse o presidente do Instituto.

Já as vendas pela rede alcançaram 225,1 mil toneladas em abril, aumento de 18,1% ante abril de 2018. Ante março houve, contudo, recuo de 15%. Com esse desempenho mensal, os estoques de aço na rede caíram 4,6% ante março, para 814,1 mil toneladas. O giro de estoques, por sua vez, subiu e foi para 3,1 meses.

As importações de aço caíram 6,8% no mês, para 91,1 mil toneladas. Ante março o recuo foi de 25,9%. Para maio, a projeção é de queda de 5% em relação a abril, tanto para as compras quanto para as vendas dos distribuidores.

Usiminas

A Usiminas tem puxado os indicadores de importação de placa pelo País, conforme dados do Inda. A siderúrgica mineira tem comprado de usinas russas as placas para abastecer sua laminadora na usina em Cubatão, na Baixada Santista.

Em abril, a importação de placas vindas da Rússia somou 35 mil toneladas, alta de 69% ante o visto um ano antes. Além dessa importação, a Usiminas tem comprado placas da Ternium (antiga CSA) e de Pecém. A compra mensal tem sido da ordem de 80 mil toneladas.

As atividades primárias em Cubatão estão paradas há mais de três anos, depois de uma grave crise financeira vivida pela empresa. Desde então, a Usiminas tem tido de comprar placas de terceiros para laminar na unidade.

Aumento de preços

Depois da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciar um aumento de preços para a rede entre 10% e 12% para junho, a percepção é de que as demais usinas seguirão esse movimento, dado o preço do minério de ferro e carvão, que pressionam os custos de produção, disse Loureiro.

No momento, disse o executivo, o prêmio do aço – que é a diferença do preço do aço nacional em relação ao importado que chega ao País – é negativo neste momento, mesmo descontado o ajuste de aproximadamente 10% implantado pelas usinas em abril. Isso acaba abrindo espaço para uma nova rodada de aumento de preços.

Loureiro destaca, contudo, que haverá dificuldade para implantar o ajuste, visto que a atividade do mercado segue morna neste início de ano.

Fonte: Compras da rede de distribuição de aço em abril têm queda de 14,2%, diz Inda

Produção de aço bruto tem leve recuperação no bimestre
Produção de aço bruto tem leve recuperação no bimestre

O Brasil produziu 2,7 milhões de toneladas de aço bruto em fevereiro, com queda de 1,7% em comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do primeiro bimestre deste ano, a produção de aço bruto nacional avançou 0,5% sobre o mesmo período de 2018, somando 55,6 milhões de toneladas. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Aço Brasil, as maiores retrações foram encontradas na produção de laminados tanto no mês de fevereiro (-7,9%) quanto no acumulado de janeiro e fevereiro (-5,5%). A produção de laminados atingiu, respectivamente, 1,7 milhão de toneladas, em fevereiro, e 3,5 milhões de toneladas no primeiro bimestre.

O consumo nacional aparente de produtos siderúrgicos foi de 1,6 milhão de toneladas no mês passado, aumento de 3,7% ante o registrado em igual mês de 2018. No bimestre, o consumo ficou em 3,2 milhões de toneladas, queda de 1,2% comparativamente ao mesmo período do ano anterior. O boletim divulgado revela também que as vendas internas tiveram expansão de 2,8% em fevereiro contra o mesmo mês de 2018, registrando volume de 1,5 milhão de toneladas. No acumulado até fevereiro, as vendas no mercado doméstico somaram 2,8 milhões de toneladas, redução de 0,7% em relação aos dois primeiros meses do ano passado.

As importações subiram 28,5% em volume, em fevereiro, e 13,3% em valor, na comparação com igual período de 2018. As 203 mil toneladas importadas tiveram valor de US$ 205 milhões. No acumulado deste ano, as importações totalizaram 380 mil toneladas, com crescimento de 1,3% em volume. Em termos de valor, as importações registraram no bimestre janeiro/fevereiro, US$ 417 milhões, retração de 1,2% na mesma base de comparação.

Em relação às exportações, o Instituto Aço Brasil optou por não publicar os indicadores, temporariamente, devido à mudança de metodologia de coleta dos dados do Portal Único de Comércio Exterior pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o que poderá acarretar alterações e revisões significativas nos resultados dos meses iniciais do ano.

Chapas de aço

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Fonte (com adaptações): Grupo Amanhã 

Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira
Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira
SÃO PAULO – Após fechar em alta de 0,27% ontem, o Ibovespa deverá seguir guiado pelo andamento da articulação política para aprovação da reforma da Previdência. O presidente Jair Bolsonaro tem previsto na sua agenda encontros hoje com os líderes PR e do Solidariedade. Na quarta-feira, será a vez do Novo, o Avante e o Podemos. A expectativa ainda é de que possa ser lido na Comissão de Constituição e Justiça de Cidadania o parecer sobre a admissibilidade da PEC que modifica a previdência social.

 

Ontem, durante evento promovido pelo jornal o Globo e Valor Econômico, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, prometeram trabalhar pela reforma, mas recusaram o papel de articuladores políticos. No debate, Maia afirmou que perdeu as condições de tratar da reforma e que não falará mais de prazo ou votos para que a PEC seja aprovada, enquanto Guedes sinalizou não ter temperamento para condução da articulação.

No exterior, na Europa, seguem as tensões quanto a um acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia. A primeira-ministra britânica, Theresa May buscou ajuda da Alemanha e da França para tentar garantir um atraso para o Brexit. A preocupação do mercado recai ainda sobre a safra de balanços dos Estados Unidos que podem trazer resultados corporativos fracos.

Entre as commodities, o petróleo e o minério operam em alta por conta de preocupações com a oferta dos produtos.

Bolsas Internacionais

O destaque no exterior segue sendo o imbróglio envolvendo a saída do Reino Unido da União Europeia. Amanhã, em Bruxelas, os líderes da UE se reunirão para um cúpula emergencial dedicada ao problema. No encontro, os 27 representantes dos países do bloco vão decidir se concedem ou não mais tempo para que o Reino Unido saia do bloco. Originalmente, a saída está programada para esta sexta-feira. Na tentativa de apoio, May viajou nesta terça-feira a Berlim e a Paris para se encontrar com os presidentes das principais economia do bloco.

As bolsas europeias, contudo, registram ganhos, apesar da proposta de Washington de aplicar tarifas sobre produtos europeus no valor de US$ 11 bilhões, como forma de retaliação a subsídios aéreos concedidos no continente. Logo pela manhã, a Airbus já se pronunciou, assim como a União Europeia (UE), que avaliou a reação como “exagerada”.

Na Ásia, as bolsas fecharam com sinais distintos, refletindo preocupações com o Brexit e a temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos. No entanto, as ações de empresas imobiliárias na China se destacaram, diante do plano de Pequim de relaxar restrições para o setor em cidades de menor porte e de ampliar os gastos em infraestrutura.

Já as commodities seguem em alta, com destaque para o petróleo, que registrou os maiores patamares de preço. Segundo operadores, o mercado pode ter que se preparar para uma maior ruptura da oferta, por conta da instabilidade na Líbia, bem como por conta de sansões ao Irã e à Venezuela.

O preço do minério também opera em alta com preocupações quanto a uma redução da oferta na Austrália, diante da ameaça de que um ciclone prejudique o embarque dos produtos. Adicionalmente, o mercado ainda conta com a redução na produção da Vale. O mercado avalia que a intenção do governo de reforçar o setor da construção poderá elevar a demanda por aço.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 07:15 (horário de Brasília):

  • *S&P 500 Futuro (EUA) -0,07%
  • *Nasdaq Futuro (EUA) -0,10%
  • *Dow Jones Futuro (EUA) -0,00%
  • *DAX (Alemanha) +0,07%
  • *FTSE (Reino Unido) +0,19%
  • *CAC-40 (França) +0,20%
  • *FTSE MIB (Itália) +0,49%
  • *Hang Seng (Hong Kong) +0,27% (fechado)
  • *Xangai (China) -0,16% (Fechado)
  • *Nikkei (Japão) +0,19% (fechado)
  • *Petróleo WTI +0,34%, a US$ 64,62 o barril
  • *Petróleo Brent -0,03%, a US$ 71,08 o barril
  • *Bitcoin -0,84%, a US$ 5.183,18
  • R$ 20.641, +1,15% (nas últimas 24 horas)
  • *Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian subiam 0,31%, a 648,00 iuanes (nas últimas 24 horas)

Agenda Econômica

No Brasil a agenda de indicadores será a aberta, às 8h00, pela FGV, com o Indicador Antecedente de Emprego, de março, e o IPC-S das Capitais, referente a abril. Outro número relevante na indicação do ritmo de crescimento da atividade econômica é o resultado da Pesquisa Mensal do Comércio, de fevereiro, que será publicada pelo IBGE às 9h00.

Nos Estados Unidos, é aguardado o relatório de oferta de empregos (Jolts), que analisa mensalmente o emprego nas áreas comercias, industriais e de escritórios, pelo Bureau of Labor Statistics. Também devem ser divulgados os números da produção mundial de grãos, pelo Departamento Agrícola dos EUA (USDA).

Noticiário político

Na política, o destaque é a demissão do Ricardo Vélez Rodriguez, substituído por Abraham Weintraub no Ministério da Educação. A troca é uma tentativa de colocar fim à crise que se abateu sobre a pasta. A posse está prevista para as 14h00.

Logo cedo, porém, o presidente Jair Bolsonaro vai participar da abertura da Marcha dos Prefeitos e, segundo o Estadão, deverá ser apresentado um cálculo de economia nas despesas de R$ 170,8 bilhões nos próximos dez anos aos municípios por conta da aprovação da reforma da Previdência.

Enquanto isso, a expectativa é de que Bolsonaro faça novas rodadas de encontros com os partidos para tentar formar uma base para a aprovação da reforma da Previdência. Estão programados encontros de Bolsonaro e o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, às 11h30, no Palácio do Planalto, com o líder do PR no Senado, Jorginho Mello, e na Câmara, Wellington Roberto. Às 12h00, Bolsonaro se reunirá com Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, e com o líder do partido na Câmara, Augusto Coutinho.

Na quarta, Bolsonaro deverá receber o PSL, o Novo, o Avante e o Podemos. Segundo a Folha, com exceção do PSL, as demais siglas já anunciaram resistência em aderir a uma coalização governista. O Solidariedade e o Podemos, particularmente, já anunciaram posição de independência.

Em entrevista à TV Jovem Pan às vésperas da marca dos 100 dias de governo, Bolsonaro disse estar confiante que na quinta-feira (11) poderá anunciar o cumprimento de mais de 90% das metas fixadas logo que assumiu o poder.

O presidente disse que a proposta “mais importante” entre as elencadas para os 100 dias de governo é a reforma da Previdência. Segundo ele, o desenvolvimento econômico, a geração de emprego e os avanços do país estão atrelados à reforma. Para Bolsonaro, sem a reforma, ficará impossível administrar o país a partir de 2022. “Acredito que a Previdência será aprovada em pouco tempo”, destacou o presidente.

Leitura de parecer

Falando sobre Previdência, o relator da reforma (PEC 9/19), deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), apresenta hoje o parecer na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara. O texto terá a admissibilidade analisada, verificando se está dentro do previsto pela Constituição. O mérito será discutido por uma comissão especial.

A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que se pronunciará sobre sua admissibilidade, no prazo de cinco sessões do plenário. Nesta fase, a CCJ analisa basicamente se a proposta fere alguma cláusula pétrea da Constituição, como direitos e garantias individuais, separação dos Poderes.

Noticiário corporativo

Em destaque, está prevista para hoje uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em que poderá deliberar e aprovar o acordo entre a Petrobras e a União para a revisão do contrato de cessão onerosa, que se arrasta desde 2013, e a definição dos detalhes para o megaleilão dos volumes excedentes. O leilão do excedente da cessão onerosa está marcado para 28 de outubro e poderá atrair as principais petroleiras do mundo para a aquisição de campos no pré-sal.

Também entre as estatais, está prevista na pauta do plenário da Câmara dos Deputados a votação da medida provisória que cria novas regras para a privatização de distribuidoras de energia sob a gestão da Eletrobras. A aprovação da MP é fundamental para a possível venda da estatal.

Já a Sabesp aprovou a emissão de debêntures no valor total de até R$ 1,5 bilhão. A captação terá como destinação o refinanciamento de compromissos que vencem este ano e à recomposição do caixa.

O conselho de administração da Copel aprovou a abertura de capital do seu braço de geração e distribuição à categoria “B” na bolsa, que permite a emissão de valores, menos de ações.

A EcoRodovias fará uma emissão de até R$ 900 milhões em debêntures, enquanto a Multiplan fará uma emissão de até R$ 350 milhões em debêntures.

Chapas de aço

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Fonte (com adaptações): Infomoney (Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

Especialistas consideram positiva aproximação entre Brasil e EUA
Especialistas consideram positiva aproximação entre Brasil e EUA

Especialistas em comércio internacional consideram positiva a aproximação entre o Brasil e os Estados Unidos, que são o nosso segundo maior parceiro comercial, só ficam atrás da China. Não faz nem seis meses que Donald Trump declarou: o Brasil trata injustamente as empresas americanas. Também em 2018, Trump anunciou uma sobretaxa para o aço brasileiro. Depois, limitou as importações do produto.

Será que as gentilezas desta terça-feira (19) mudam alguma coisa no comércio entre os dois países?

“É uma reabertura de portas nessa retomada depois de muitos anos onde o Brasil negligenciou, eu diria, essa relação com os Estados Unidos”, disse Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria.

Os economistas fazem uma ressalva. A reaproximação acontece num momento em que o mundo vê o fortalecimento do protecionismo, capitaneado justamente pelos Estados Unidos. Um parceiro estratégico, que é o principal destino dos nossos produtos industrializados.

O Brasil exporta, principalmente, produtos de ferro e aço, óleos brutos de petróleo, aviões e máquinas. E importa óleos combustíveis, carvão, produtos manufaturados e medicamentos. De 2009 a 2016, o Brasil comprou bem mais dos Estados Unidos do que vendeu. Em 2018, a balança comercial ficou equilibrada, com exportações e importações na casa dos US$ 28 bilhões, um ligeiro déficit para o Brasil.

A Federação das Indústrias de São Paulo vê com otimismo a reaproximação entre os dois países e uma eventual entrada do Brasil na OCDE. Mas disse que precisa avaliar as consequências da exigência dos Estados Unidos de o Brasil abrir mão do tratamento especial na Organização Mundial do Comércio.

“A OMC, na prática, está se iniciando um grande processo de reforma. E esse ponto é muito importante para os americanos, que é uma série de países que usam status de países em desenvolvimento sem de fato serem, na opinião deles, países em desenvolvimento. É o caso da China, por exemplo, da Coreia, e de outros países, a Argentina, o Brasil. Então, eu acho que tem que ser para todos”, afirmou Thomaz Zanotto, diretor de Comércio Exterior da Fiesp.

Chapas de aço no Brasil

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Fonte (com adaptações): G1