Chapa Xadrez e Ônibus, um casamento perfeito e seguro.

Quando andamos pelos ônibus das grandes cidades, sempre observamos alguns detalhes curiosos na concepção de sua carroceria. Alguns tem poucos bancos, outros muitos. O espaço para a viagem pode ser amplo ou diminuto. As variabilidades nas carrocerias são exemplares no seu desenho interno e externo, fora o uso que determinado coletivo pode exercer dentro de uma região.

Nos anos 50, os bondes ainda operavam com grande efetivação nas grandes cidades do Brasil, como São Paulo. Contudo, o desenvolvimento dos ônibus a diesel e a criação dos trólebus impactaram na sua extinção ao final da mesma década. Com o passar dos anos, as carrocerias foram se desenvolvendo, causando maior conforto aos usuários. Porém, não extinguindo alguns problemas.

Um dos ruídos mais comuns dentro de um coletivo são os famosos acidentes. Bancos soltos, vidros quebrados são alguns deles. Contudo, os escorregões dentro dos ônibus chegaram até a vitimar pessoas. O piso liso era uma das causas, somado ao seu desgaste. Por conta disso, materiais como a chapa xadrez mudaram um pouco esse paradigma.

A beleza na frente da segurança prevaleceu durante muito tempo.

onibus-antigo-em-sao-paulo

Durante muitos anos, o piso que eram inseridos nos ônibus tinha caráter liso, como se fosse um carpete de madeira, deixando o veículo bonito e apresentável a qualquer pessoa. Porém, a beleza da carroceria impactava em graves enfermidades, principalmente em dias de chuva, onde o “piso madeirado” se transformava numa grande pista de gelo.

A água que adentrava nos coletivos fazia do chão um verdadeiro sabão. Pessoas idosas tinham dificuldade ao caminhar dentro dos ônibus. Se manter de pé era uma verdadeira “sofrência”. Várias pessoas chegavam com extenso cansaço dentro de suas casas, muito por conta da própria viagem em dias de chuva.

Observando isso, várias empresas, fabricantes de ônibus, respondendo um pedido das prefeituras, resolveram mudar a concepção dos veículos. Ao invés de projetar carrocerias com bela estética interna e externamente, as companhias começaram a fazer desenhos mais simples, que resultaria numa maior praticidade do usuário e diminuiria o índice de acidentes.

O uso da chapa xadrez conseguiu resolver um problema “endêmico”.

uso-da-chapa-xadrez-em-carrocerias-de-onibus

Grandes designers fizeram a confecção de vários modelos diferentes de ônibus. Os materiais usados para essas produções foram um pouco distintos, mas quase igual, quando o foco era conceber veículos para serem rodados como coletivos municipais.

Ao invés do chão liso, a chapa xadrez era utilizada. O barulho aumentava com o passar do tempo, devido aos altos buracos existentes nas ruas das grandes cidades, mas a segurança do usuário subia consideravelmente, já que o principal objetivo desse importante material era inibir possíveis quedas através de escorregões. O foco foi alcançado, e o número de enfermidades, nesse segmento, diminuiu.

Ser simples é agir com segurança.

Em suma, o transporte público, durante sua extensa história, passou por grandes mudanças que não afetava somente o campo logístico do modais, mas principalmente a estrutura dos veículos que abastecia essa forma de locomoção. Ao invés de se perpetuar a beleza dos ônibus como ponto principal para sua confecção, a segurança foi colocada a frente, fazendo os coletivos mais simples e seguros.