Chapas Xadrez

Também conhecida como chapa de piso, a chapa xadrez possui a constituição de uma chapa de aço carbono e é processada em laminação quente. Neste processo são feitos relevos que caracterizam o nome da chapa e que conferem sua funcionalidade, que é ser antiderrapante, com inúmeros fins para a construção civil em geral e outras serventias em diferentes áreas, como a indústria geral.

Quando caminhamos por casas, shoppings e ambientes industriais, podemos observar o tipo de calçamento que é colocado para cada recinto. Em muitos lugares, a beleza é o ponto máximo, estratificada em pisos acarpetados, cheio de detalhes que poucos lugares podem mostrar. Em Shoppings, o ambiente é bem mais movimentado. Nele, limpeza e beleza devem estar unidas. Já nas industrias, a palavra segurança está acima de qualquer nomenclatura.

Essas afirmações são direcionadas antes mesmo desses recintos serem construídos. A cada lugar, um planejamento diferente é realizado, de acordo com o que abrigará determinado espaço. Em muitos lugares, se faz necessário a garantia de segurança na condução de objetos, colocação de aparelhos, caminhar de pessoas. Isso difere de ambiente para ambiente.

Um bom planejamento elucida tais diferenciações. Após a definição ser sacramentada, é importante visualizar quais materiais seriam interessantes usar para legitimar o projeto com coerência. Se a construção for realizada visando exaltar a beleza da engenharia, o foco será um, mas se a segurança estiver conduzindo as ideias, outros materiais ganham força, como a chapa xadrez.

Planejar é vital numa construção.

Bom planejamento é tudo numa construção.

Durante muitos anos, várias famílias que efetuavam construções sem um parecer de especialistas, faziam o uso de matérias incorretos para o foco do projeto. Existem vários casos onde os moradores chegaram a pagar quantias elevadíssimas (muito além do projetado), derrubando construções errôneas e levantando novas, com a padronização estabelecida antes do erro.

Nesses ruídos, a culpa pela construção errada era disparada para todos os lados, desde o pedreiro até os próprios residentes, que discutiam entre si, usando a obra como uma fonte de discórdia. Por essa razão, vários especialistas receitam que seja feito um planejamento claro antes da reforma ser iniciada definindo qual o objetivo da construção e outros detalhes mais, como materiais que serão utilizados e a equipe que deverá ser contratada.

Ouvir a ideia dos próprios pedreiros em si, nunca é ruim. Eles, por terem reformado várias casas sabem dar um norte bem mais convincente e estudado do que realizar alguma obra por feeling próprio. Boa parte deles recomendam construir casas que foquem mais a segurança de sua estrutura e seus componentes, como escadas e vigas.

Agir com segurança é vital para uma beleza sadia.

Segurança é tudo para contemplar um dia.

Inúmeras pessoas vêm seguindo essa ideologia nos últimos anos. Segundo alguns dados divulgados nos principais portais de notícia do Brasil, boa parte das entradas de cidadãos em prontos-socorros (cerca de 30%) são oriundas de acidentes domésticos. Os principais motivos das lesões são quedas por irregularidades no chão.

Por esse motivo, a venda de chapa xadrez no país vem crescendo muito, principalmente em construções “pequenas”, como a reforma de uma casa. A sua aderência proporciona ao ambiente um clima de segurança e conforto que poucos domicílios obtêm. Além disso, o material proporciona beleza e criatividade, dependendo da colocação em que ele for empregado.

Quando andamos pelos ônibus das grandes cidades, sempre observamos alguns detalhes curiosos na concepção de sua carroceria. Alguns tem poucos bancos, outros muitos. O espaço para a viagem pode ser amplo ou diminuto. As variabilidades nas carrocerias são exemplares no seu desenho interno e externo, fora o uso que determinado coletivo pode exercer dentro de uma região.

Nos anos 50, os bondes ainda operavam com grande efetivação nas grandes cidades do Brasil, como São Paulo. Contudo, o desenvolvimento dos ônibus a diesel e a criação dos trólebus impactaram na sua extinção ao final da mesma década. Com o passar dos anos, as carrocerias foram se desenvolvendo, causando maior conforto aos usuários. Porém, não extinguindo alguns problemas.

Um dos ruídos mais comuns dentro de um coletivo são os famosos acidentes. Bancos soltos, vidros quebrados são alguns deles. Contudo, os escorregões dentro dos ônibus chegaram até a vitimar pessoas. O piso liso era uma das causas, somado ao seu desgaste. Por conta disso, materiais como a chapa xadrez mudaram um pouco esse paradigma.

A beleza na frente da segurança prevaleceu durante muito tempo.

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Durante muitos anos, o piso que eram inseridos nos ônibus tinha caráter liso, como se fosse um carpete de madeira, deixando o veículo bonito e apresentável a qualquer pessoa. Porém, a beleza da carroceria impactava em graves enfermidades, principalmente em dias de chuva, onde o “piso madeirado” se transformava numa grande pista de gelo.

A água que adentrava nos coletivos fazia do chão um verdadeiro sabão. Pessoas idosas tinham dificuldade ao caminhar dentro dos ônibus. Se manter de pé era uma verdadeira “sofrência”. Várias pessoas chegavam com extenso cansaço dentro de suas casas, muito por conta da própria viagem em dias de chuva.

Observando isso, várias empresas, fabricantes de ônibus, respondendo um pedido das prefeituras, resolveram mudar a concepção dos veículos. Ao invés de projetar carrocerias com bela estética interna e externamente, as companhias começaram a fazer desenhos mais simples, que resultaria numa maior praticidade do usuário e diminuiria o índice de acidentes.

O uso da chapa xadrez conseguiu resolver um problema “endêmico”.

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Grandes designers fizeram a confecção de vários modelos diferentes de ônibus. Os materiais usados para essas produções foram um pouco distintos, mas quase igual, quando o foco era conceber veículos para serem rodados como coletivos municipais.

Ao invés do chão liso, a chapa xadrez era utilizada. O barulho aumentava com o passar do tempo, devido aos altos buracos existentes nas ruas das grandes cidades, mas a segurança do usuário subia consideravelmente, já que o principal objetivo desse importante material era inibir possíveis quedas através de escorregões. O foco foi alcançado, e o número de enfermidades, nesse segmento, diminuiu.

Ser simples é agir com segurança.

Em suma, o transporte público, durante sua extensa história, passou por grandes mudanças que não afetava somente o campo logístico do modais, mas principalmente a estrutura dos veículos que abastecia essa forma de locomoção. Ao invés de se perpetuar a beleza dos ônibus como ponto principal para sua confecção, a segurança foi colocada a frente, fazendo os coletivos mais simples e seguros.