Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

SÃO PAULO – Após fechar em alta de 0,27% ontem, o Ibovespa deverá seguir guiado pelo andamento da articulação política para aprovação da reforma da Previdência. O presidente Jair Bolsonaro tem previsto na sua agenda encontros hoje com os líderes PR e do Solidariedade. Na quarta-feira, será a vez do Novo, o Avante e o Podemos. A expectativa ainda é de que possa ser lido na Comissão de Constituição e Justiça de Cidadania o parecer sobre a admissibilidade da PEC que modifica a previdência social.

 

Ontem, durante evento promovido pelo jornal o Globo e Valor Econômico, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, prometeram trabalhar pela reforma, mas recusaram o papel de articuladores políticos. No debate, Maia afirmou que perdeu as condições de tratar da reforma e que não falará mais de prazo ou votos para que a PEC seja aprovada, enquanto Guedes sinalizou não ter temperamento para condução da articulação.

No exterior, na Europa, seguem as tensões quanto a um acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia. A primeira-ministra britânica, Theresa May buscou ajuda da Alemanha e da França para tentar garantir um atraso para o Brexit. A preocupação do mercado recai ainda sobre a safra de balanços dos Estados Unidos que podem trazer resultados corporativos fracos.

Entre as commodities, o petróleo e o minério operam em alta por conta de preocupações com a oferta dos produtos.

Bolsas Internacionais

O destaque no exterior segue sendo o imbróglio envolvendo a saída do Reino Unido da União Europeia. Amanhã, em Bruxelas, os líderes da UE se reunirão para um cúpula emergencial dedicada ao problema. No encontro, os 27 representantes dos países do bloco vão decidir se concedem ou não mais tempo para que o Reino Unido saia do bloco. Originalmente, a saída está programada para esta sexta-feira. Na tentativa de apoio, May viajou nesta terça-feira a Berlim e a Paris para se encontrar com os presidentes das principais economia do bloco.

As bolsas europeias, contudo, registram ganhos, apesar da proposta de Washington de aplicar tarifas sobre produtos europeus no valor de US$ 11 bilhões, como forma de retaliação a subsídios aéreos concedidos no continente. Logo pela manhã, a Airbus já se pronunciou, assim como a União Europeia (UE), que avaliou a reação como “exagerada”.

Na Ásia, as bolsas fecharam com sinais distintos, refletindo preocupações com o Brexit e a temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos. No entanto, as ações de empresas imobiliárias na China se destacaram, diante do plano de Pequim de relaxar restrições para o setor em cidades de menor porte e de ampliar os gastos em infraestrutura.

Já as commodities seguem em alta, com destaque para o petróleo, que registrou os maiores patamares de preço. Segundo operadores, o mercado pode ter que se preparar para uma maior ruptura da oferta, por conta da instabilidade na Líbia, bem como por conta de sansões ao Irã e à Venezuela.

O preço do minério também opera em alta com preocupações quanto a uma redução da oferta na Austrália, diante da ameaça de que um ciclone prejudique o embarque dos produtos. Adicionalmente, o mercado ainda conta com a redução na produção da Vale. O mercado avalia que a intenção do governo de reforçar o setor da construção poderá elevar a demanda por aço.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 07:15 (horário de Brasília):

  • *S&P 500 Futuro (EUA) -0,07%
  • *Nasdaq Futuro (EUA) -0,10%
  • *Dow Jones Futuro (EUA) -0,00%
  • *DAX (Alemanha) +0,07%
  • *FTSE (Reino Unido) +0,19%
  • *CAC-40 (França) +0,20%
  • *FTSE MIB (Itália) +0,49%
  • *Hang Seng (Hong Kong) +0,27% (fechado)
  • *Xangai (China) -0,16% (Fechado)
  • *Nikkei (Japão) +0,19% (fechado)
  • *Petróleo WTI +0,34%, a US$ 64,62 o barril
  • *Petróleo Brent -0,03%, a US$ 71,08 o barril
  • *Bitcoin -0,84%, a US$ 5.183,18
  • R$ 20.641, +1,15% (nas últimas 24 horas)
  • *Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian subiam 0,31%, a 648,00 iuanes (nas últimas 24 horas)

Agenda Econômica

No Brasil a agenda de indicadores será a aberta, às 8h00, pela FGV, com o Indicador Antecedente de Emprego, de março, e o IPC-S das Capitais, referente a abril. Outro número relevante na indicação do ritmo de crescimento da atividade econômica é o resultado da Pesquisa Mensal do Comércio, de fevereiro, que será publicada pelo IBGE às 9h00.

Nos Estados Unidos, é aguardado o relatório de oferta de empregos (Jolts), que analisa mensalmente o emprego nas áreas comercias, industriais e de escritórios, pelo Bureau of Labor Statistics. Também devem ser divulgados os números da produção mundial de grãos, pelo Departamento Agrícola dos EUA (USDA).

Noticiário político

Na política, o destaque é a demissão do Ricardo Vélez Rodriguez, substituído por Abraham Weintraub no Ministério da Educação. A troca é uma tentativa de colocar fim à crise que se abateu sobre a pasta. A posse está prevista para as 14h00.

Logo cedo, porém, o presidente Jair Bolsonaro vai participar da abertura da Marcha dos Prefeitos e, segundo o Estadão, deverá ser apresentado um cálculo de economia nas despesas de R$ 170,8 bilhões nos próximos dez anos aos municípios por conta da aprovação da reforma da Previdência.

Enquanto isso, a expectativa é de que Bolsonaro faça novas rodadas de encontros com os partidos para tentar formar uma base para a aprovação da reforma da Previdência. Estão programados encontros de Bolsonaro e o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, às 11h30, no Palácio do Planalto, com o líder do PR no Senado, Jorginho Mello, e na Câmara, Wellington Roberto. Às 12h00, Bolsonaro se reunirá com Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, e com o líder do partido na Câmara, Augusto Coutinho.

Na quarta, Bolsonaro deverá receber o PSL, o Novo, o Avante e o Podemos. Segundo a Folha, com exceção do PSL, as demais siglas já anunciaram resistência em aderir a uma coalização governista. O Solidariedade e o Podemos, particularmente, já anunciaram posição de independência.

Em entrevista à TV Jovem Pan às vésperas da marca dos 100 dias de governo, Bolsonaro disse estar confiante que na quinta-feira (11) poderá anunciar o cumprimento de mais de 90% das metas fixadas logo que assumiu o poder.

O presidente disse que a proposta “mais importante” entre as elencadas para os 100 dias de governo é a reforma da Previdência. Segundo ele, o desenvolvimento econômico, a geração de emprego e os avanços do país estão atrelados à reforma. Para Bolsonaro, sem a reforma, ficará impossível administrar o país a partir de 2022. “Acredito que a Previdência será aprovada em pouco tempo”, destacou o presidente.

Leitura de parecer

Falando sobre Previdência, o relator da reforma (PEC 9/19), deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), apresenta hoje o parecer na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara. O texto terá a admissibilidade analisada, verificando se está dentro do previsto pela Constituição. O mérito será discutido por uma comissão especial.

A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que se pronunciará sobre sua admissibilidade, no prazo de cinco sessões do plenário. Nesta fase, a CCJ analisa basicamente se a proposta fere alguma cláusula pétrea da Constituição, como direitos e garantias individuais, separação dos Poderes.

Noticiário corporativo

Em destaque, está prevista para hoje uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em que poderá deliberar e aprovar o acordo entre a Petrobras e a União para a revisão do contrato de cessão onerosa, que se arrasta desde 2013, e a definição dos detalhes para o megaleilão dos volumes excedentes. O leilão do excedente da cessão onerosa está marcado para 28 de outubro e poderá atrair as principais petroleiras do mundo para a aquisição de campos no pré-sal.

Também entre as estatais, está prevista na pauta do plenário da Câmara dos Deputados a votação da medida provisória que cria novas regras para a privatização de distribuidoras de energia sob a gestão da Eletrobras. A aprovação da MP é fundamental para a possível venda da estatal.

Já a Sabesp aprovou a emissão de debêntures no valor total de até R$ 1,5 bilhão. A captação terá como destinação o refinanciamento de compromissos que vencem este ano e à recomposição do caixa.

O conselho de administração da Copel aprovou a abertura de capital do seu braço de geração e distribuição à categoria “B” na bolsa, que permite a emissão de valores, menos de ações.

A EcoRodovias fará uma emissão de até R$ 900 milhões em debêntures, enquanto a Multiplan fará uma emissão de até R$ 350 milhões em debêntures.

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Fonte (com adaptações): Infomoney (Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)