Retomada de crescimento na construção civil: perspectivas para 2017

Chapa de aço

O setor da construção civil é um dos principais geradores de empregos no Brasil e é dos mais fundamentais para o crescimento e expansão das infraestruturas necessárias para que outros setores da indústria, comércio e comunicações venham a maximizar suas operações. Porém, nos últimos anos vê-se decréscimo em suas atividades e isso nos traz alguma apreensão.

O investimento em construção civil deve aumentar em 2017, fortalecendo o mercado de aço consequentemente. 

Expansão de habitações e serviços

O investimento na construção civil, especialmente no ramo de habitação, é tido como um dos caminhos mais eficazes também para combater o desemprego. Fontes sindicais apontam que com R$ 1 bilhão para construção de moradias populares, são gerados cerca 51,3 mil postos de trabalho, levando em conta os empregos indiretos.

Isso decorre que na medida em que se constroem habitações e as pessoas passam a ocupa-las se faz necessário adquirir toda a sorte de bens de consumo e de uso, desde eletrodomésticos, móveis, televisões, videogames, automóveis, livros (sim, pois sem espaço para coloca-los é inviável ter uma biblioteca). Disso também decorreriam gastos em alimentação, saúde, redes de telefone e outras facilidades da vida moderna, uma vez que essas pessoas começam a criar famílias e com o tempo crianças passam a nascer e aumentar e potencializar ainda mais o consumo de tais unidades familiares.

Famílias e construção civil, um casamento feliz

Nesse caso o investimento em habitações para famílias de baixa renda seria um instrumento de reaquecimento do mercado imobiliário, e do mercado de materiais de construção. Outros tipos de habitação tendem a não ser tão interessantes para movimentar o mercado pois muitas vezes são heranças ou estão ligadas a aluguéis como moradias temporárias de solteiros, isto é, esse tipo de pessoas ao se mudar, levam seus móveis e utensílios sendo que seu impacto está mais nos setores de mudança do que no de implementação da construção civil.

O investimento nesse setor não está centralizado nas grandes capitais, mas também no interior dos estados que na medida em que tiveram incentivos advindos dos programas sociais governamentais das ultimas gestões tem mostrado potencial de expansão.

Universidade como fatores de progresso do mercado da construção civil

As construções de universidade nos últimos anos também revitalizaram o setor em pequenas cidades e mesmo em regiões menos desenvolvidos em grandes centros urbanos ao criarem as condições adequadas para que uma enorme de pequenos negócios correlatos como lanchonetes, restaurantes, bares que demandam toda uma série de serviços da construção civil, entre eles, grades de piso, variáveis de chapas; xadrez, perfurada e fina, entre outras necessidades em estruturas de aço e suas variantes.

Governo e linhas de crédito e expansão de investimento

O governo tem indicado a propensão de tomar medidas de melhoria do gasto público e também algumas reformas.  Aguardando uma superação do pessimismo que tem se mostrado presente no país no presente momento, o setor de construção espera que tais medidas sirvam para voltar a estabilizar o setor a números semelhantes aos anos após 2008. Reformas são necessárias para o investimento do setor, mas também na criação de linhas de crédito acessíveis para que se possa mais uma vez expandir o setor que é o que mais emprega pessoas de baixa renda.

A tendência presumida é que em 2017 possamos acompanhar uma melhora do setor e o desenvolvimento de políticas pública que possam criar uma retomada adequada do crescimento de estruturas e infraestruturas necessárias ao desenvolvimento a economia nacional e do progresso material da sociedade.